Um Ano Sem Compras: Semana 12 e 13

Devido a bagunça pós mudança, a correria das viagens e uma sequência maravilhosa de shows (com Metallica, Iced Earth e Guns na mesma semana), não consegui postar meu relato das últimas duas semanas sem compras…mas fui anotando os pensamentos e as sensações que rolaram nestas duas semanas pra postar por aqui. Acho que 2 sentimentos em relação ao consumo definem bem minhas 2 últimas semanas: como é bom trocar coisas materiais por bons momentos e como é bizarro ver seres humanos se estapeando pelas novidades da Forever XXI.

Falando primeiro de coisa boa, nesse mês de março (já foram 3 meses sem compras!) eu tive a oportunidade de assistir 3 shows que queria muito, todos de pista premium (camarote no caso do Iced) com conforto e mais perto da banda. A última vez que eu tinha visto um show do Metallica foi em 1999 no Estádio da Gávea. Escuto Iced Earth desde o ano 2000 e nunca tinha visto um show deles. Sempre gostei de Guns, mas tão pouco tinha visto eles ao vivo e ainda não vi digamos de passagem, porque o show foi “Axl solo tocando Guns”. Eu nunca teria dinheiro para ver 3 shows num mês se não tivesse parado com o consumo desenfreado que estava lotando meu armário e esvaziando meus bolsos. Vivi momentos indescritíveis nesses shows e só posso partilhar com vocês que essa troca vale MUITO a pena. Uma roupa ou um sapato, depois de um tempo ficam encostados no canto do armário. As lembranças do show, as fotos, as emoções e as histórias pra contar ficam pra sempre.

Agora falando em consumismo desenfreado: o que foi o lançamento da Forever XXI no Brasil? Realmente a marca tem roupas lindas (inclusive Plus Size!), com bom corte e qualidade, mas nada justifica uma fila de 6 horas na porta da loja. E por dias! Vi uma foto de uma amiga que foi no Shopping Morumbi neste final de semana e a fila de espera para entrar na loja ainda está em torno de 2 horas! Realmente todas essas filas, horas de espera e mulherada histérica, demonstram como o Brasil é carente de roupas acessíveis e com informação de moda. Contudo, esse sentimento de “tenho que ter agora”, como se a loja fosse fechar amanhã, que a mulherada tá tendo, é uma histeria coletiva que reflete o quão consumista nos tornamos. E posso dizer que se eu não tivesse tomado a minha decisão de dizer não ao consumo desenfreado, certamente eu estaria lá na fila aguardando pra gastar mais e mais.

Conversei com várias amigas, algumas delas blogueiras de moda, e fiquei feliz de ver que todas pensam como eu e estão revendo sua necessidade de consumo depois do boom da Forever XXI. É libertador ter opção de escolha e poder dizer não. Espero que a mulherada do Brasil aprenda isso antes de conhecer as altíssimas taxas de juros do cheque especial. E que venha o mês de abril, com muitos ovos de páscoa e a décima quarta semana do desafio ♥