Para os Meninos: Que tal uma caixa surpresa de gadgets?

Primeiro chegou ao Brasil a Glossy Box, depois lançaram a BlushBox, em seguida a Glam Box e daí pra frente foi um festival de caixinhas com mimos sendo lançados com os mais variados nomes.

Aqui em casa é uma eterna guerra por causa das caixinhas, afinal recebo duas todos os meses (Glam Box e Glossy Premium) e vez ou outra acabo acumulando uma pequena pilha de caixinhas que irrita o digníssimo…mas isso foi só até ontem a noite…

Navegando pelo Deal Extreme em busca de novidades, meu namorido se deparou com a Lucky Bag edição 2 e 3 (porque a edição 1 se esgotou numa velocidade surpreendente). São caixas que custam de 57 a 143 doletas com 2 a 5 itens surpresa dentro. O bacana foi que eles lançaram sem cometer o mesmo erro das caixas de beleza: eles vendem um número limitado de Lucky Bags e dizem que pode conter smartphones, headphones e etc. Como eles não prometem o que serão exatamente os 2 a 5 itens ao usar o termo “etc” é bom lembrar que o site também vende muita tranqueira…numa Lucky Bag pode vir um headphone incrível e na outra um vibrador e um chaveiro da Hello Kitty por exemplo…por isso be careful!!!

Pesando os prós e contras a caixinha ainda atiça a curiosidade dos meninos…e você aí, vai encarar?

Circuito W Run 2012 – Uma Corrida de Grandes Mulheres

Nunca gostei de correr.
Sempre achei que correr era algo chato, solitário e que faria meus pobres joelhos já tão castigados pelo meu excesso de peso sofrerem ainda mais devido ao impacto.
Mas uma coisa me intrigava: porque raios as pessoas que começavam a correr, não conseguiam mais parar?

E foi numa conversa descompromissada em uma tarde de domingo que conheci a Dona Farta, colunista do blog Grandes Mulheres e dona do blog homônimo, apaixonada pelas corridas de rua.
Ela me contou sobre suas aventuras, explicou como amava correr e depois de ver suas fotos em diversas provas eu pensei: por que não?

Descobri que haveria uma corrida no dia 03 de junho e me inscrevi na academia 3 semanas antes.
Saí do sedentarismo máximo que estava acomodada há mais de 10 anos e passei 21 dias caminhando, correndo, fazendo Body Pump, Zumba e Pilates. Era impressionante a melhora na minha disposição e humor!!! Houve apenas um dia que não pude treinar porque trabalhei até mais tarde…e incrivelmente eu senti muita falta de ir pra academia.

Foi assim que decidi encarar o Circuito W Run, na categoria 4km, que foi uma das experiências mais bacanas que já vivi e gostaria de dividir com vocês!

O Circuito W Run  é uma corrida exclusivamente feminina organizada pela Iguana Sports que acontece anualmente em Brasília, São Paulo, Minas (Belo Horizonte) e Porto Alegre. Ao contrário das corridas normais, esta corrida tem seus mimos: a camisa da corrida é linda de morrer e tem o tal do Day Care.
O Day Care acontece um dia antes da corrida, no momento da retirada do kit. As participantes podem fazer as unhas, cabelo, massagem, aulas de Yoga, Pilates, Kangoo, Zumba, etc saborear algumas delícias e passar um dia de mulherzinha com as companheiras de prova. Neste ano havia também uma lojinha da Mizuno com 15% de desconto e coisas incríveis! Organização nota 10: retirei meu kit em menos de 15 minutos.

No dia da corrida, a organização foi excelente também. Como era a minha primeira corrida, eu estava completamente perdida.
Os chips podiam ser retirados em diversos locais de acordo com a ordem numérica, havia guarda volumes, banheiros, área de massagem para se recuperar pós corrida e muita gente super animada.
Confesso que eu tinha muito medo de chegar em último lugar. Estava insegura de ser muito pesada pra correr. E foi graças ao apoio da Dona Farta, Cá Peteleiro e Kely que encarei o desafio e lá fomos nós.

A largada é super emocionante. Ver aquele mar de mulheres correndo ao som de uma música super agitada com suas famílias e amigos aplaudindo foi muito bacana e me deu todo o gás pra iniciar a decida da ponte.
Corri até enxergar a placa de 1KM e ter um sentimento um tanto contraditório e até meio cômico: a alegria de completar o primeiro quilômetro e o desespero de ver as primeiras colocadas já retornando no sentido contrário!

Nosso grupinho correu junto até o segundo km. Foi então que nos separamos e senti a solidão da corrida: era eu, o asfalto e os 2 km faltantes para a tão esperada chegada.
Foi então que liguei o iphone e coloquei o cd mais pesado que tinha, certamente um heavy metal de qualidade me daria ânimo para completar a prova e foi o que aconteceu: cruzei a linha de chegada em 38 minutos e 11 segundos (10 minutos a menos do que meu tempo normal na academia!). Obrigada Blaze Bayley por me inspirar mais uma vez!

Cruzar a linha de chegada foi outra emoção e olhar pra trás e ver mais de mil mulheres atrás de mim foi inexplicável! Fui para a corrida certa de que seria uma das últimas a chegar e que por ser gordinha não tinha preparo…engano meu!

É fato que houve momentos onde eu estava quase morrendo de cansada e então me passavam correndo tranquilamente senhorinhas de mais ou menos 70 anos no maior pique e sem a maior aparência de cansaço. E isso não aconteceu uma vez só! Foram pelo menos 4…rs Mas também ultrapassei mulheres de todos os biotipos e isso me deu mais confiança.

Cheguei uns 10 minutos à frente das minhas companheiras de corrida e fiquei na largada esperando a turminha, foi quando me surpreendi com a quantidade enorme de meninas gordinhas que disputaram a prova e estavam concluindo os 4km ou 8 km com toda satisfação do mundo. Fico feliz de ver tanta mulher mostrando para o mundo que ser gordinha não é obrigatoriamente sinal de sedentarismo ou doença!

Sim, porque a W Run e o Circuito Vênus (que pretendo correr em dezembro) são corridas femininas que buscam a superação individual. São corridas feitas sob medida para nós, que somos Grandes Mulheres independente de biotipo.

Beijinhos!

P.S. Quem se animou e quiser nos acompanhar nas próximas corridas (tem Track & Field Run Series, Atenas, Circuito Lotus, Circuito Vênus, etc) é só entrar em contato!