2016 Sem Compras: 3ª Semana + Dicas de Filme

Mais uma semana sem compras concluída com sucesso! No último domingo assisti no Netflix o documentário The True Cost, que mostra um pouco da realidade do impacto da indústria têxtil na vida das pessoas que sobrevivem dela em diversas etapas da cadeia.

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Para quem não sabe, sou técnica em química têxtil, formada pelo CETIQT (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil) e trabalhei 9 anos na área de acabamento têxtil e confecção. Graças a Deus, fui abençoada por trabalhar em duas empresas que respeitavam a CLT e pude conhecer esta área com segurança e remuneração adequada, mas nem todo mundo tem essa sorte.

Se você está se questionando sobre parar de comprar, assista o documentário. Vale muito a pena conhecer a realidade do outro lado do mundo…tenho certeza de que vai mudar sua visão sobre as Fast Fashions e vai te fazer parar agora mesmo: https://youtu.be/OaGp5_Sfbss

Quem já assistiu, me conta aqui: mudou ou não mudou sua forma de olhar aquele “super deal”?

2016 Sem Compras: 2ª Semana + Dicas para Focar

Quando você decide morar em um lugar como os EUA (ou perto da 25 de março), onde tudo é teoricamente barato e apelativo, a determinação e disciplina devem ser constantes para não cair na armadilha do consumo excessivo. Pior do que gastar com algo que você precisa é gastar – mesmo que pouco – constantemente com algo que você não precisa. O consumo desenfreado de coisas que não precisamos nos leva a aplicar mal o nosso dinheiro, acumular coisas, gerar resíduos desnecessários para o meio ambiente e um imenso sentimento de culpa. Para me ajudar a focar no consumo consciente costumo criar whishlists temporárias, que mostram exatamente o que preciso ou não.

Em 2014 durante o período sem compras criei minha primeira whishlist com 9 itens e me surpreendi ao ver que ela se manteve a mesma durante todo o ano. Minha intenção com a wishlist era observar se no dia a dia eu iria querer acrescentar ou remover algum item para descobrir, ao final de um ano, se eu realmente queria ou precisava daquilo.

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Dos 9 itens descritos acabei adquirindo 6, sendo 4 deles por presente do marido e de amigos. Os 3 itens que não adquiri foram o chinelo floral que foi descontinuado pela marca (alô Havainas, ainda sonho com esse chinelinho), a bota que nunca consegui encontrar no tamanho do meu pé e a camisa da seleção suiça da Copa de 2014 que eu julguei não ser tão necessária porque eu já tinha a da Copa de 2010.

Além de ser uma delícia ficar buscando referências na net, quando você se dispõe a fazer uma whishlist de compras para o fim do desafio, você tem tempo para refletir sobre a aquisição, juntar dinheiro, observar as novas tendências…e curtir a beleza do item, mesmo sem adquirir. Minha listinha de 2016 já nasceu e bem mais modesta – ao menos por enquanto – que a de 2014.

No momento ela possui os 2 cordõezinhos de Olivia Benson em Law and Order SVU, uma mandala indiana e o famoso pingente Fearlessness, que desejo há pelo menos 8 anos mas era impossível de adquirir no Brasil e pijamas quentinhos e divertidos. Dei uma olhada no guarda-roupa, nas makes, na casa e por hora é tudo o que preciso (alô marido, olha o Valentine’s Day chegando).

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No mais, a segunda semana sem compras foi concluída com sucesso aqui na terra do Tio Sam. Por ter sido uma semana extremamente agitada profissionalmente, não poder comprar nem fez falta. O único quase deslize ocorreu no domingo porque, como por aqui maquiagem e produtinhos de beleza são vendidos em supermercados (volta e meia faço snapchat em supermercado, me segue lá no raissakahn) coloquei um creminho novo no carrinho durante uma compra normal de comida, mas meu marido rapidamente me lembrou “ei, isso não é cosmético?” e lá voltou o produtinho pra prateleira. Sem dor nem ressentimentos.

E você, como está seu projeto 2016 sem compras?

Fiquem com Deus e até semana que vem!

2016 Sem Compras: 1ª Semana + Dicas para Começar

A decisão de ficar um ano sem compras, pode vir pelos mais diversos motivos: falta de grana, motivação de juntar um dinheirinho, reduzir o consumismo, desafiar sua capacidade de inovar usando apenas o que tem no guarda-roupa…enfim, cada decisão é extremamente pessoal, embora o objetivo seja o mesmo.

A primeira semana é sempre a mais fácil, porque estamos cheios de gás e motivação pra seguir firme nas próximas 52 semanas, como não tenho grandes novidades para compartilhar, resolvi compartilhar algumas dicas básicas que me ajudaram muito quando comecei em 2014. Vou postando aqui quando for lembrando e espero que ajude!

O que os olhos não vêem, o coração não sente

Nesse período pós natal, com tanta coisa encalhada nas prateleiras, as lojas estão fazendo liquidações “imperdíveis” por todp o mundo. A Old Navy, que é uma das lojas que mais compro, está com 75% de desconto. Perdi a conta dos e-mails que recebi mostrando os lançamentos e as liquidações de início de ano e é aí que mora o perigo: as newsletters.

A primeira coisa que fiz em 2014 e agora, pra começar o desafio, foi me desinscrever de TODAS as newletters de compras. Todas. Como fiz isso? Aí vai uma diquinha de ouro: Unroll.Me o site dos milagres.

Nesse site eu descobri que estava escrita em 98 newsletters (!) e cancelei todas de uma vez. Recomendo o mesmo pra você: vai lá e se liberta desse povo entrando no seu e-mail pra oferecer o que você não quer ou não precisa.

Isn’t a good deal if you don’t need it (Não é um bom negócio se você não precisa disso)

Essa é outra chave para o sucesso não só nesse período, como pra vida: comprar algo que você não precisa, por mais barato que seja, é desperdício de dinheiro.

Eu sei que a tentação é grande quando vemos uma liquidação. Principalmente aqui nos EUA. Comprar um bom jeans por 15 dólares (em torno de 60 reais), ainda mais quando se é plus size, parece um negócio imperdível…quando se precisa de jeans. Quando você já está com o armário cheio e compra a mais, é apenas desperdício de dinheiro e espaço.

Parece pouco, mas se você começar a listar tudo o que quase comprou sem precisar, dá uma grana absurda no fim do mês. Então ao invés de coisas que não precisa, compre um porquinho e guarde o dinheiro que está sobrando lá!

Essas foram as diquinhas da semana 1 sem compras, fiquem a vontade para compartilhar as suas (estaremos trocando dicas no grupo de Organização Financeira no facebook) e acompanhar o andamento do projeto.

Fiquem com Deus e até semana que vem!

Desafio 2016 Sem Compras

Em novembro de 2015 tive a oportunidade de viver minha primeira Black Friday em terras americanas. Confesso que eu estava super ansiosa para ver a movimentação, os preços baixos, as pessoas com sacolas…eu queria viver aquele momento pós Thanks Giving mas apenas para ver como era, porque honestamente, eu não precisava comprar nada.

Marido e eu decidimos então ir na região da Union Square, onde ficam a maior parte das lojas, para passear sem compromisso mas, ao colocarmos o primeiro pé para fora do carro, fomos contaminados pelo vírus do consumismo.

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Logo ao lado do estacionamento tinha uma Modcloth. Para quem não conhece a marca, é uma loja online de roupas femininas meio vintage que vende do XXS até o XXXL. Resumindo, o paraíso de toda gorda: entrar numa loja normal, com roupa maravilhosas e poder experimentar o que quiser no seu tamanho sem sair com uma sacola escrito “Tamanhos Especiais” em letras garrafais. Sai de lá com 2 vestidos, 1 blazer, 1 saia e um sobretudo. Afinal estava tudo com 25% de desconto e eu precisava mesmo de umas roupinhas mais formais.

Dali seguimos para o shopping. “Nossa, o tablet da Amazon tá muito barato e minha mãe estava precisando de um. Compra! Uma capinha também vai bem. Compra! Ah…tá muito barato, pega mais um pra quando precisar”. Então marido resolveu comprar um também pra testar uns códigos e saimos da loja com 2 tablets.

Passamos pela Pandora, que não estava participando da Black Friday e aproveitei para comprar uma pulseira que eu queria desde 2013. Embora não estivesse em promoção, eu desejava aquela pulseira há tanto tempo, tinha o dinheiro e já que estava celebrando o consumismo, por que não? “Eu trabalho duro e mereço esse mimo”. Coloquei a pulseira na hora e decidimos voltar pra casa.

No caminho paramos na Apple Store, afinal eu havia comprado tanto para mim e quase nada pro meu marido. Que tal a nova Apple TV? Vamos levar também. Mas agora chega né? Vamos pra casa!

Logo ao lado da Apple Store tem a Disney Store, que tal dar uma olhadinha rapida nas promoções? “Os enfeites de natal são lindos e estão com 50%, pega logo 5. Pega uma caixa com bolas também para quando comprarmos a árvore. Olha essas pelúcias que lindas! Pega 2 pro filho de fulano, 1 pro de beltrano e essa daqui pro aniversário de ciclaninha que tá chegando. Nossa que super vantagem comprar tudo isso por esse preço”. E foi assim que adicionamos às milhares de sacolas, mais uma da Disney Store.

Depois dessa aventura de compras voltamos para casa e descansamos no resto do tão merecido feriadinho. Ao contrário do que parece, não nos endividamos, não gastamos mais do que podíamos, não sentimos um vazio enorme ao sair das lojas e nem um pouquinho de culpa pelas compras. Compramos dentro das nossas possibilidades de casal sem filhos e seguimos a vida normalmente em meio ao maior centro de consumo do mundo e que venham as compras de Natal.

Mas agora, analisando de fora e vendo tudo o que compramos – se é que não estou esquecendo de nada – vejo claramente que não precisávamos de nada daquilo e que comprar exageradamente não é normal ou saudável. Nem pra mim, pras minhas finanças, pro meio ambiente e nem pra ninguém. E foi assim que decidi embarcar na jornada de ficar novamente um ano sem comprar, como fiz em 2014 (quer ver um pouco de como foi? clica aqui!) com algumas ressalvas.

No desafio de 2014, a idéia era não comprar roupas, sapatos ou acessórios. Neste desafio estou incluindo também bijoux, cosméticos em geral, maquiagem e livros.

Quero passar 2016 comprando só o básico necessário e tenho certeza de que o ano será maravilhoso. Vem comigo nessa?

 

Obrigada 2014!

Hoje termina o ano de 2014 e com ele o meu projeto de Um Ano Sem Compras. Me lembro como se fosse ontem, quando na tarde do dia 30 de dezembro de 2013, sentei no computador em San Francisco e comecei a rascunhar o post do desafio que estava começando. Eu estava na capital mundial do consumo tentando ser minimalista. E acreditem: nadar contra a corrente do consumismo americano, com todos os seus SALES de início de ano foi bem difícil, mas resisti bravamente nas 2 viagens que fiz aos EUA esse ano.

Contudo não posso dizer que concluí o projeto com 100% de êxito porque, ao final de 43 semanas eu comprei. Já haviam se passado quase 6 meses que eu estava alocada na Bahia quando aproveitei um final de semana para trazer a minha mãe e aproveitar uns diazinhos de sol no paraíso que é a Praia do Forte, só esqueci de um pequeno detalhe: eu só tinha roupas de trabalho na mala.

Entrei numa crise existencial que durou uns 10 minutos e percebi que não poderia perder o final de semana de sol por amarras que eu mesmo que impus. Fui até a lojinha perto da pousada e comprei um maiô lindíssimo e uma saída de praia incrível que já usei inclusive para sair por aí. Essas foram as minhas únicas compras de 2014 e me  sinto feliz por ter comprado apenas quando precisei.

Amanhã 2015 se inicia e com ele quero recomeçar a consumir de forma mais consciente. Que em 2015 eu possa comprar somente o necessário e que possa continuar doando o que já não uso para pessoas que precisam e que mais coisas possam entrar. Espero ter tempo para vir aqui e compartilhar as experiências com quem também quer entrar nessa onda de desapego.

E num pequeno resumo fotográfico, esse foi meu 2014:

2014

 

1- Virada de ano em San Francisco com meu amor.

2- Início do Task Force na Bahia revendo grandes amigos e fazendo novos amigos.

3- Fim do Task Force na Argentina, me despedindo dos amigos que fiz por lá.

4- Mini férias fora de época para matar a saudade do maridinho e de San Francisco ♥

5- Hopp Schwiz! Alguns jogos e várias emoções nessa Copa acompanhando a Suiça pelo Brasil!

6- Experimentei várias – foram muitas mesmo nesse Brasil todo- delícias.

7- E depois de décadas me fantasiei para uma festa e me diverti muito!

8-  Conheci – e me apaixonei por – João Pessoa. Um pedacinho de paraíso na terra.

9- Tomei a decisão mais difícil da vida e deixei minha carreira – e meus amigos – para mais uma vez seguir o meu amor ♥

E meu 2015, que mais do que nunca fará jus a expressão “ano novo, vida nova”,  começará num novo apartamento, num novo país, numa nova cultura e num mundo novo que me aguarda de braços abertos.

Que neste ano que se inicia, você também abrace as oportunidades que virão…feliz 2015!!!

Editorial Queens feito pelas Maggníficas!

Em um mundo onde a mulher é massacrada com imposições sobre seu corpo e beleza, as blogueiras do Maggníficas fizeram este editorial para convidar todas a se conhecerem, se observarem, se amarem e serem livres. Porque tudo bem ser imperfeita. Porque podemos amar a nós mesmas por inteiras, mesmo com aqueles detalhes que gostaríamos de mudar. O que importa mesmo é ser quem somos, colocar nosso poder e força pra fora e despertar a rainha que existe dentro decada uma de nós. Precisamos ser as rainhas que tanto almejamos.

Com esse pensamento e a inspiração da frase “Nunca saia de casa sem sua coroa imaginária”, as meninas criaram um editorial lindíssimo e cheio de referência as rainhas do cinema e da atualidade.

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Ficha Técnica:

Fotografia: Camila Riberto Ramos e Carolina Bigoni

Maquiagem: Viviani Bianchi

Cabelo: Flávio Luis Tostes do Salão Tok Special e equipe MaGGníficas

Locação: Espaço de Eventos Villa Casuarina

Figurino, acessórios e produção: Equipe MaGGníficas

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Lindo demais, né? Que tal aproveitar toda essa inspiração e despertar a rainha que existe em você?

Bom final de semana ♥

Abraçando Patinhas!

Normalmente meus posts solidários vão ao ar nos sábados, e o Doe Ração já estava no forno quando foi lançada a campanha Abraçando Patinhas que encheu meu coração de amor ♥

Para quem não sabe, na minha casa em Curitiba, tenho 2 vira-latinhas adotados, o Tuatha e a Lila, que são cuidados com todo o carinho do mundo pela minha mãe. Inicialmente batizado como Tuatha de Dannan (sim, eu estava numa vibe bem celta há 13 anos atrás) o meu primeiro cãozinho estava abandonadinho em uma gaiola com uma plaquinha de doa-se em frente a um Petshop. Minha mãe havia sofrido um acidente doméstico e estávamos voltando do hospital onde ela havia acabado de tomar pontos e uma injeção anti-tetânica de doer. Olhamos aquela carinha tristonha de um cãozinho com poucos dias de vida e não resistimos.

Alguns anos depois, veio a Ártemis, que hoje só tem esse nome na carteirinha de vacinação mesmo, uma vez que minha mãe insistia em tanto em chamá-la de Lila, que o apelido ficou! A história dela é realmente uma superação.

Eu trabalhava numa fábrica que tinha um enorme campo aberto em volta e sempre apareciam pequenos cachorrinhos ou gatos de rua para buscar alimento ou um carinho qualquer. Nos acostumamos a guardar um pouquinho do almoço para eles e com isso eles sempre vinham nos visitar. Com o tempo, descobrimos que o diretor da fábrica simplesmente odiava animais e queria colocar veneno para matar todos. Nos unimos para adotar alguns e afastamos outros para evitar que o pior acontecesse.

Mas uma cadelinha, estava grávida e não saia de perto da fábrica de jeito nenhum. Os funcionários da logística fizeram uma casinha escondida atrás do campo da fábrica e nós começamos a levar comida para lá na tentativa de que ela não se aproximasse. Um belo dia ela desceu grávida no sentido da portaria e deu de frente com o imbecil (não consigo descrevê-lo com outro nome) do diretor da fábrica, que ao ver que ela estava grávida, deu um pontapé com toda força em sua barriga. Ficamos em choque. Como pode um ser humano fazer isso com um pobre animal que só queria carinho???

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Escondemos a Juana, como foi batizada justamente em protesto ao diretor babaca, e por incrível que pareça todos os filhotinhos nasceram lindos e saudáveis. Fizemos uma campanha de adoção e aos poucos cada um dos 7 cachorrinhos foram ganhando um lar, exceto pela menorzinha e quase subnutrida pretinha, que os meninos acreditaram que não sobreviveria.

Peguei uma caixa de papelão, coloquei a cadelinha e fui no veterinário. Realmente ela estava abaixo do peso esperado e estava muito fraquinha. Não tive dúvidas, ela seria minha nova cadelinha. E assim Artemis, agora Lila, entrou para a família há 10 anos atrás.

Durante este tempo, tivemos o período de adaptação – e eles aprontaram todas, como qualquer filhote – mudamos de casa e muitas histórias engraçadas para contar, mas o principal é que eles se tornaram parte da nossa família. Assim como não podemos devolver um filho que Deus nos dá, um cãozinho não é algo descartável: ele possui sentimentos e amor como você. Por isso a turma do abraçando patinhas está tentando fazer a conscientização sobre a guarda responsável, tenha em mente que, uma vez que esses anjinhos de quatro patas entrarem na sua vida, será para sempre (e você vai adorar isso)! ♥

“Esta blogagem coletiva faz parte do projeto Abraçando Patinhas, uma iniciativa do Rotaroots em parceria com a marca de ração Max – da fabricante Total Alimentos. Esta iniciativa reverterá na doação de 1 tonelada de ração para a ABEAC, ONG responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães. Saiba mais sobre o projeto no site do Abraçando Patinhas ou participando do grupo do Rotaroots no Facebook.”

Um Ano sem Compras: 42 semanas e meu Macbook!

Eu estava bem zen há muito tempo, sem pensar em adquirir nada, mas confesso que esta última semana foi cheia de tentações de compras! As primeiras foram nos grupos de desapegos do facebook, porque várias meninas começaram a desapegar de peças que eu quis comprar nas coleções passadas por preços super amigos e para ajudar, nenhuma delas aceitava fazer trocas. A tentação foi grande, mas resisti bravamente e no final ainda acabei conseguindo um blazer lindoooooo de uma amiga que aceitou fazer uma troca por make. Yay!

A segunda parte das tentações surgiram das minhas visitas ao shopping com amigos. Como já fazia um tempinho que eu não olhava as vitrines e acompanhava os lançamentos apenas pela internet, ver todas as novidades da Rery, Rubinella, entre outras lojas, acelerou meu coraçãozinho e me fez desejar que janeiro chegasse urgentemente (com minha nova possibilidade de compras e as liquidações de virada de estação!).

Mas apesar de toda essa vontade que senti de comprar alguns vestidinhos novos, ao voltar para SP no sábado e desfazer a mala, percebi que ainda tenho muito mais do que preciso e minha vontade de comprar se foi. Ufa!

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Mas a boa notícia da semana é que meu macbook ressuscitou! Ele simplesmente não inicializava e tive que deixá-lo na assistência antes de embarcar pra Bahia, atrasando assim a publicação dos posts da semana passada…então sorry pelo sumiço, mas estamos de volta a atividade!

E que venha a quadragésima terceira semana 

Um Ano Sem Compras: 41 Semanas e Meu Amor pela Hope ♥

Quando eu comecei o desafio, não incluí a compra de roupas íntimas por se tratar de algo muito básico que compro apenas quando necessário, mas como meus sutiãs estavam em petição de miséria, lá fui eu com uma amiga no shopping comprar alguns.

Há 3 anos atrás tive uma experiência bem desagradável em uma loja Hope ao questionar se teria um determinado modelo de lingerie  no meu tamanho e ouvir da vendedora “não tem nada pra você aqui não querida”. Ela me olhou de cima a baixo, com a maior cara de nojo e virou as costas me deixando ali, parada e constrangida, enquanto meu marido me esperava na porta da loja sem entender porque eu sai triste e sem a lingerie. Deste dia em diante eu nunca mais entrei em nenhuma Hope pelo simples fato de que ali “não teria nada pra mim mesmo”. Mas nesse final de semana tudo mudou…

Uma amiga, que é fã da marca, entrou na loja para comprar umas lingeries e eu fiquei na entrada esperando. A vendedora ultra simpática (esqueci de perguntar o nome!) veio até mim e perguntou se eu gostaria de experimentar algo específico. Quando eu disse “não obrigada, não tem nada do meu tamanho” ela se espantou e disse: “Magina menina, temos até o tamanho 54!”. Eu quase não acreditei.

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Passei quase uma hora na loja experimentando lingeries, camisolas, pijamas, baby dolls e toda a variedade de itens da marca nos tamanhos XL e 48 e fiquei encantada. Tudo lindo, muito bem acabado e veste super bem em tamanhos maiores.

Contei minha experiência anterior para a vendedora e ela e a gerente foram super atenciosas, dizendo que iam informar a direção porque este tipo de preconceito era muito grave e que esperavam desfazer a imagem ruim que a marca tinha passado. Fiquei surpresa com o carinho e a atenção das funcionárias da Hope do Shopping Ibirapuera (eles inclusive tem uma funcionária plus!) e acabei comprando várias coisas que precisava. 

Só eu sei o trauma que passei nestes 3 anos a cada vez que passava na porta de uma loja da marca. Espero que essa vendedora preconceituosa e despreparada um dia aprenda com a vida que ela não só perdeu uma venda, como a oportunidade de apresentar um mundo de opções para uma pessoa que, por ser gorda, já tem uma dificuldade imensa de encontrar coisas no seu tamanho.

Mas isso é página virada e aproveito meu espaço aqui pra dizer para todas as gordas do Brasil: na próxima vez que você for no shopping comprar lingerie, pode ir na Hope sem medo que eles tem tudo de lindo e do nosso tamanho ♥♥♥

Get the Look! – Body Chain

 O Body Chain, ou corrente de corpo na tradução literal, é uma das tendências da próxima estação que estão bombando na gringa. Pode ser como um colar giga, corrente de mão (ganhei uma linda de aniversário!), cruzada no cinto…enfim, para usar como quiser. E se você curtiu essa, pode comemorar: fica super bem em gordinhas também!

Nessa semana, saiu um post super bacana no Just Lia (sou fã!) falando sobre a tendência e dando alguns exemplos de como usar e onde comprar. Como inspiração ficou essa foto abaixo:

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Dei uma pesquisada na internet e já achei várias fofas usando as diversas versões de Body Chains pelo mundo a fora. Achei ótimo, porque dentre as tendências que estão vindo, esta é sem dúvida uma das mais versáteis e sensuais.

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Aqui no Brasil ainda não encontrei Body Chains para grandes mulheres, mas você pode se arriscar de fazer em casa com tutoriais do youtube (a Luli do Trend Tips fez um tutorial em português super bacana de headpiece, que pode te inspirar na maneira de produzir o bodychain), encomendar na lojinha Ready to Stare na Etsy ou ainda encontrar o seu dando uma garimpada no Ebay.

Gostou da sugestão da semana? Se quiser ver alguma blogueira ou diva plus internacional por aqui, é só me escrever no raissa.kahn@yahoo.com.br que vasculharemos juntas todo o mercado nacional em busca do seu look preferido ♥